Escola da violência
As formas de violência mais integradas à cultura são as mais difíceis de combater. Às vezes elas estão tão impregnadas em nosso modo de ser que nem são mais percebidas. A pressão injusta, de natureza sexual, que a mulher sofre é um exemplo em nossa sociedade ainda com resquícios de machismo, mas vemos a violência repetida entre colegas como a mais difícil de combater.
Um dos indícios da dificuldade no combate desta forma de violência está no fato de que não tem nome e, não tendo nome, praticamente inexiste no pensamento coletivo. Em inglês chama-se bullying, como referência ao comportamento agressivo dos touros. Em português nos referimos a isso como “brincadeira” – Você não aguenta brincadeira? Eu estava só brincando! Passaria desapercebido se não fosse a causa da infelicidade e até do suicídio de tantas pessoas, a maioria muito jovem.
Zombar, colocar apelidos, agredir verbalmente, por escrito, pela internet, rejeitar, agredir fisicamente, roubar, cobrar pedágio, agredir sexualmente: estas coisas, em uma base contínua, podem destruir completamente o ânimo de uma pessoa e trazer prejuízos permanentes para sua personalidade. Embora possa acontecer também entre crianças, adultos e até idosos, são os adolescentes os mais envolvidos.
De um modo ou de outro, todo adolescente é afetado por este tipo de violência. Há aqueles que sofrem a violência repetida entre colegas, há aqueles que praticam, há aqueles que sofrem e praticam e há aqueles que testemunham. Todos são afetados negativamente. Este tipo de violência é mais destrutivo porque está diretamente ligada à necessidade de aceitação: Uns acham na violência a maneira torta de se fazerem aceitos e projetarão isso nos relacionamentos futuros, outros são frustrados ao serem rejeitados e ficarão limitados a um desempenho emocional medíocre, há os que se tornam covardes e omissos para não serem rejeitados e assim serão sempre.

Para pedir seu presente dos PACIFICADORES [Clique aqui].


