Paz ausente

admin | Informações | terça-feira, 27/01/2009
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Ao falarmos sobre bullying ou violência repetida entre colegas, faltou lembrar que o maior reforço para a manutenção deste tipo de violência é a omissão, principalmente dos adultos. Pais, diretores, professores, se omitem e deixam de intervir por vários fatores ou quando intervém é de uma maneira errada, que acelera e intensifica o dano.

Há os adultos que, por comodismo ou ignorância, acreditam que crianças e adolescentes tem que se entender, ajustarem-se entre si, achar seu lugar no grupo. “As crianças se entendem”, pensam eles, e não percebem que há crianças sem força ou ânimo suficiente, que são facilmente empurradas para a beira do precipício e outras com tanta força, que se jogam ali e arrastam outras atrás de si.

Outros adultos acham que motivando o revide, a vingança, a resposta violenta, estão ajudando seus filhos a se defenderem; na verdade apenas contribuem para elevar a espiral de violência. Em outros casos, a criança que já foi agredida pelo grupo do qual gostaria de ser parte, é agredida novamente em casa, pelos pais em quem deveria poder confiar. Muitos ouvem esta absurda bravata – “se você apanhar na escola eu bato de novo em casa”, desta forma são isolados na violência, sem ter a quem recorrer.

Há ainda os adultos que interferem de maneira prejudicial. Ameaçando a violência com mais violência eles nada mudam. Fazendo o controle da situação depender de sua presença, a violência se torna mais e mais oculta. Desempoderando tanto os agressores como os agredidos, eles confirmam o pensamento errado de que a violência é própria da idade. Violência repetida entre colegas é um caso de educação. Os adultos não podem ficar omissos, eles precisam ensinar!


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