Sexismo: violência obrigatória?

admin | Informações | sexta-feira, 23/01/2009
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É triste ver que certos homens se sentem obrigados a dizer imoralidades a qualquer moça que encontram, e a atacar a identidade sexual de qualquer rapaz à sua frente. Enquanto nossos jovens PACIFICADORES andam pelas ruas de Santos-SP, falando sobre paz a quem encontram, algumas vezes são agredidos com esse tipo de violência.

Não é necessário lembrar aqui que somente uma enorme insegurança sobre a própria masculinidade pode levar homens a agir com tamanho desespero. A questão é como enfrentar esse tipo de violência que, mesmo não deixando marcas físicas como um abuso sexual, produz feridas na alma do mesmo modo.

O primeiro obstáculo para o enfrentamento é que esse tipo de violência tornou-se tão comum que as pessoas nem o percebem mais como violência – faz parte – dizem. As mulheres crescem esperando ouvir gracejos imorais a cada vez que saem à rua. Os meninos aprendem a vencer uma batalha a cada dia para não ganhar um apelido depreciativo de sua masculinidade. Nem todos vencem e muitos passam para o lado do agressor: se não pode com eles… O segundo obstáculo é a versão do agressor. A idéia de que “é só uma brincadeira”, tornou-se a versão oficial, e todo mundo leva na brincadeira. Há também os que andam incendiando moradores de rua só de brincadeira. É hora de levar essas brincadeiras a sério.

Igreja, família e comunidade devem tratar desse tema com mais insistência. Os agressores precisam achar outro meio de reencontrar-se com sua masculinidade diluída. Meninas e meninos presisam ser aconselhados em casa a se protegerem deste tipo de agressão, e por mais que se envergonhem de pedir o apoio de adultos nestes casos, deixá-los enfrentar tanta violência sozinhos é injusto.


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