Três enganos da violência

admin | Informações | sexta-feira, 23/01/2009
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O homem que disse aos PACIFICADORES que o abordaram para ir levar paz ao Iraque e à Palestina, está tão iludido quanto um avestruz com a cabeça enterrada na areia. À parte de ignorar que o crime em nossas grandes cidades mata muito mais do que a guerra no Iraque ou na Palestina, pelo menos três grandes equívocos impedem que pessoas assim participem da construção de uma cultura de paz.

A paz não é um bem individual. Ninguém pode dizer “eu tenho paz”. Embora a serenidade, a paciência ou a calma, sejam apresentadas como paz interior, é nos relacionamentos que encontramos a paz ou a violência. Mesmo que a violência tenha seu último e mais destrutivo efeito na vida de cada pessoa, ela começa entre elas, na comunidade, na sociedade.

A violência não é somente a guerra. A paz não é somente o cessar de bombardeios e explosões. Há inúmeras formas de violência entre as pessoas: mentira, infidelidade, zombaria, descaso, omissão, preconceito, discriminação, são apenas algumas delas. A paz é uma situação social em que nada impede a manifestação da bondade.

Ninguém está acima da paz. Ninguém pode se colocar à parte, ou considerar-se de maneira especial, isento neste assunto. Qualquer pessoa, em qualquer lugar, deve comprometer-se a combater a violência e construir a paz.

Quando alguém vier falar com você sobre paz, abra bem seus ouvidos! Você tem tudo a ver nesse assunto.


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