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Ao falarmos sobre bullying ou violência repetida entre colegas, faltou lembrar que o maior reforço para a manutenção deste tipo de violência é a omissão, principalmente dos adultos. Pais, diretores, professores, se omitem e deixam de intervir por vários fatores ou quando intervém é de uma maneira errada, que acelera e intensifica o dano.
Há os adultos que, por comodismo ou ignorância, acreditam que crianças e adolescentes tem que se entender, ajustarem-se entre si, achar seu lugar no grupo. “As crianças se entendem”, pensam eles, e não percebem que há crianças sem força ou ânimo suficiente, que são facilmente empurradas para a beira do precipício e outras com tanta força, que se jogam ali e arrastam outras atrás de si. (mais…)
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As formas de violência mais integradas à cultura são as mais difíceis de combater. Às vezes elas estão tão impregnadas em nosso modo de ser que nem são mais percebidas. A pressão injusta, de natureza sexual, que a mulher sofre é um exemplo em nossa sociedade ainda com resquícios de machismo, mas vemos a violência repetida entre colegas como a mais difícil de combater.
Um dos indícios da dificuldade no combate desta forma de violência está no fato de que não tem nome e, não tendo nome, praticamente inexiste no pensamento coletivo. Em inglês chama-se bullying, como referência ao comportamento agressivo dos touros. Em português nos referimos a isso como “brincadeira” – Você não aguenta brincadeira? Eu estava só brincando! Passaria desapercebido se não fosse a causa da infelicidade e até do suicídio de tantas pessoas, a maioria muito jovem. (mais…)
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Um dos aspectos que não examinamos no artigo anterior, ao falar da violência sexista que a mulher sofre por parte de marmanjos em busca da masculinidade perdida, é o estereótipo da coisa feminina, promovido pela moda e pelo marketing.
A figura da mulher objeto, carne em exposição, oferecendo-se a qualquer preço é um desastre social. Menos frequente, mas em franco crescimento está o mesmo tipo de exposição do homem. Seguindo nesse caminho mau e de maneira ainda mais perversa, a exposição sensual e até erótica de adolescentes e crianças, tanto meninos como meninas vai contaminando os meios de comunicação. Tanto desacerto tem suas consequências. (mais…)
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É triste ver que certos homens se sentem obrigados a dizer imoralidades a qualquer moça que encontram, e a atacar a identidade sexual de qualquer rapaz à sua frente. Enquanto nossos jovens PACIFICADORES andam pelas ruas de Santos-SP, falando sobre paz a quem encontram, algumas vezes são agredidos com esse tipo de violência.
Não é necessário lembrar aqui que somente uma enorme insegurança sobre a própria masculinidade pode levar homens a agir com tamanho desespero. A questão é como enfrentar esse tipo de violência que, mesmo não deixando marcas físicas como um abuso sexual, produz feridas na alma do mesmo modo. (mais…)
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O homem que disse aos PACIFICADORES que o abordaram para ir levar paz ao Iraque e à Palestina, está tão iludido quanto um avestruz com a cabeça enterrada na areia. À parte de ignorar que o crime em nossas grandes cidades mata muito mais do que a guerra no Iraque ou na Palestina, pelo menos três grandes equívocos impedem que pessoas assim participem da construção de uma cultura de paz.
A paz não é um bem individual. Ninguém pode dizer “eu tenho paz”. Embora a serenidade, a paciência ou a calma, sejam apresentadas como paz interior, é nos relacionamentos que encontramos a paz ou a violência. Mesmo que a violência tenha seu último e mais destrutivo efeito na vida de cada pessoa, ela começa entre elas, na comunidade, na sociedade. (mais…)
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Quando saem às ruas para transmitir a cultura de paz à população, nossos PACIFICADORES ouvem cada coisa! Um certo homem, parecendo indignado por ser chamado à paz, disse que ele mesmo já tinha paz, e que os PACIFICADORES deviam ir falar de paz no Iraque ou na Palestina. Na campanha que fizemos em Vila Velha-ES, tratamos justamente deste tema.
Em uma das regiões mais violentas do país, a grande Vitória-ES, não encontramos pessoas que percebessem que são parte do cenário violento. A violência é sempre do outro. Como crianças estamos sempre dizendo que foi o outro quem começou, o outro agrediu primeiro, e achamos que de alguma forma essa postura escapista resolve o assunto. O fato é que estamos cercados de violência e somos parte dela. Insensibilidade, omissão, preconceito, avareza, individualismo e abandono alimentam a violência. Quem não tem um desses pecados, atire a primeira pedra! (mais…)
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Três pontos juntos, associados à palavra paz, são uma figura comum para os PACIFICADORES. Estão presentes na marca, nos impressos e até na maquiagem artística que os voluntários usam. Muitas pessoas pensam que são “reticências”, aquele sinal que usamos quando não sabemos ou não queremos escrever algo. Não são! Reticências não combinam com a paz.
Os três pontinhos são uma lembrança da estratégia usada na campanha vermelha em Porto Seguro-BA. Lá os PACIFICADORES produziram e distribuiram para a população um bracelete com os três elementos que formam a PAZ: Perdão, Amor e Zêlo.
As iniciais das três palavras formam o acróstico PAZ e cada palavra lembra, muito apropriadamente, um elemento essencial para a construção da paz em qualquer situação, seja na família, na escola, no trabalho ou na comunidade. Cada um desses elementos está ligado também a um tempo da paz duradoura. (mais…)
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Cento e sessenta jovens vindos de 11 estados da federação e até do exterior estão em Santos para a campanha dos PACIFICADORES. Sob o tema “Sem amor não tem paz”, estão aprendendo e ensinando que a falta de amor para com o próximo é o principal obstáculo para a paz.
Na falta de amor aparecem apatia, omissão, preconceito, avareza, individualismo e abandono. Descobrir o que é verdadeiramente o amor, e como desenvolvê-lo sem discriminação ou acepção de pessoas torna-se, pois, urgente para estabelecer qualquer transformação real no cenário de violência de nossas sociedades urbanas.
Os coordenadores do movimento crêem que favorecendo uma cultura de Paz entre os jovens, motivando-os e capacitando-os para multiplicar esta cultura, estão fortalecendo os fundamentos de uma significativa mudança social.
Como parte da campanha, os Pacificadores estão presenteando a população com o livreto “Caminho da Paz”, uma reflexão sobre os passos necessários para estabelecer a paz em um mundo tão violento. Para saber mais sobre este presente [clique aqui].
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Que bom que você veio ao site dos Pacificadores. Reformulamos completamente o site para a campanha deste ano. Ficou bem bonito, todo em azul, e nos convida a uma reflexão: Se todos querem paz, se pedimos e insistimos tanto na paz, por que a paz não vem?