Em espírito e em verdade

“Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” Jo 4:24.

Jesus conversava com uma mulher, de uma religião herética (samaritana) e pecadora. Quando mostrou conhecimento sobre sua vida, ela o reconheceu como profeta, então apresentou uma questão que lhe era fundamental: Deus devia ser adorado em Samaria ou em Jerusalém? Foi essa resposta que levou a mulher a reconhecer Jesus como o Messias.

Para entender a afirmação de Jesus, quatro termos precisam ser bem entendidos nesse texto: a) Deus, no versículo anterior Jesus insiste em que ele é ‘o Pai’, destacando o aspecto relacional; b) espírito, Deus é espírito e os adoradores devem adorar em espírito, o termo é vento e fôlego, como tal, significa aquilo que não é material e a superioridade do que é espiritual, a vida mais do que o corpo, a matéria; c) adoradores e adorar, nessa passagem é literalmente ‘se dirigir a beijar’, indicando uma atividade profunda e intimamente relacional; d) verdade, no original, não é um termo que se opõe à mentira, mas à ilusão, melhor traduzido por realidade.

Considerando o profundo significado de cada palavra da afirmação de Jesus, podemos interpretar o texto dessa forma: ‘Aquele que beija o Pai celestial, deve fazê-lo com um sentimento realista’. Embora não estivesse cancelando a adoração institucional que até valoriza, Jesus ensinou que havia chegado a hora de o culto transcender à formalidade dos rituais materiais e sem intenção pessoal. A adoração deveria ser uma relação sentimental realista, um verdadeiro relacionamento com Deus como Pai. Isso é ainda mais evidente no texto original, onde podemos relacionar o fôlego que Deus é com o sentimento que devemos ter; Deus como Pai com a realidade desse sentimento.

Que desagradável seria que a relação familiar entre pais e filhos se resumisse a cerimônias e rituais com data e locais determinados. Queremos que nossos filhos nos beijem como resultado de um sentimento que eles sempre e realmente têm, de verdadeira apreciação por nós. É essa inteligência emocional que estabelece as relações familiares. Da mesma forma, a inteligência espiritual deve nos levar a um relacionamento sentimental realista com Deus como Pai, coerente com a reação verdadeira àquilo que sabemos sobre ele. Isso vai, portanto, muito além do local ou do horário do culto, embora a adoração institucional e coletiva seja uma excelente oportunidade de demonstrá-lo também. No #PACI19 devemos aprofundar essa relação sentimental e realista com Deus, ‘em espírito e em verdade’.

2 comentários em “Em espírito e em verdade”

  1. Que possamos adora-lo em espírito e em verdade e que não coloquemos limites a nossa adoração mas que possamos o adorar verdadeiramente de todo o coração

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