01. Preparem o caminho

Devocional dos alunos da Escola de Liderança da AMME para Adolescentes e Jovens. Esse devocional deve ser feito no dia 1 de dezembro. Leia o texto, medite sobre as perguntas no final e ore. (15 minutos de leitura)
……………………..
Há momentos em que nossa segurança some, nosso orgulho se esvai, e devemos reconhecer que não temos sabedoria ou forças suficientes para enfrentar uma situação. É então que a nossa alma clama por socorro, por direção, por consolo e restauração. O Evangelho é a boa notícia para esse momento. No texto que vamos examinar, veremos como Mateus, depois de relatar o nascimento e primeiros anos da vida de Jesus, de repente abre nossos olhos para a mensagem essencial do Evangelho, essa que precisamos ouvir quando sofremos e quando queremos evitar nos perdermos.

Leitura bíblica: Mateus 3:1-12
1Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”. Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho    para o Senhor, façam veredas retas para ele’”.
As roupas de João eram feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre. A ele vinha gente de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão.
Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: “Raça de víboras! Quem lhes deu a idéia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. 10 O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo.
11 “Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”.

[V] Arrependam-se
Mateus termina o capítulo 2 situando Jesus em Nazaré. Ao iniciar o capítulo 3 ele diz ‘Naqueles dias’, o que liga o ministério de João Batista e de Jesus aos eventos do nascimento e infância do Senhor, inclusive os elementos de realeza embutidos ali. As passagens paralelas nos outros evangelhos são Mc 1:2-8; Lc 3:3-18. Ao citar o profeta Isaías, Mateus se restringe a Is 40:3; Marcos também cita apenas o verso 3 mas o introduz com Ml 3:1; Lucas faz uma citação mais longa de Isaías, Is 40:3-5.

Mateus menciona especificamente os fariseus e saduceus sendo chamados de raça de víboras; Lucas é mais genérico em seu relato, mas inclui aplicações a diferentes grupos da mensagem do batismo para o arrependimento. Marcos não menciona o batismo com fogo e exclui a ideia de separação entre o trigo e a palha, mencionados tanto por Mateus como por Lucas.

  • Como Mateus apresentou João Batista e como resumiu a mensagem que ele pregava? 1Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: “Arrependam-se, pois o Reino dos céus está próximo”. Este é aquele que foi anunciado pelo profeta Isaías: “Voz do que clama no deserto: ‘Preparem o caminho    para o Senhor, façam veredas retas para ele’”. Mateus não deu outras informações sobre João Batista, possivelmente confiado no amplo reconhecimento que ele tinha entre os seus leitores judeus. Ele era simplesmente o João que batizava, o que também destaca o batismo nessa passagem e na seguinte. Ele disse que João era a pessoa anunciada por Isaías e reforçou isso usando o mesmo adjetivo ‘ermos’, lugares desabitados, que Isaías usou para descrever o local da proclamação. O versículo mencionado por Mateus está bem no início da segunda parte do livro de Isaías que trata da restauração de Israel; refere-se à primeira das três vozes de consolo ao povo em cativeiro e anuncia a vinda da glória e do próprio Deus. Ao aplicar esse texto para descrever o ministério de João Batista, Mateus identifica Jesus como a glória de Deus e como o próprio Deus. Já a mensagem pregada por João é descrita a partir do argumento conclusivo (Ele dizia): Arrependam-se (pensem diferente agora), pois Reino dos céus (Mateus economiza no uso do nome de Deus como era costume dos judeus), está próximo. O termo usado para ‘próximo’ indica uma localização tão imediata que muitas vezes pode ser traduzido como ‘está aqui’.
  • Que outras informações Mateus deu sobre João Batista e sobre a efetividade de seu ministério? As roupas de João eram feitas de pelos de camelo, e ele usava um cinto de couro na cintura. O seu alimento era gafanhotos e mel silvestre. A ele vinha gente de Jerusalém, de toda a Judéia e de toda a região ao redor do Jordão. Confessando os seus pecados, eram batizados por ele no rio Jordão. Muitos estudiosos relacionam a descrição das roupas e do cinto de João com a vestimenta de Elias (v. 2Rs 1:8). Toda essa descrição tem a clara intenção de estabelecer a grandeza peculiar do arauto do Reino, o mensageiro de Deus, e contrasta fortemente com o que o próprio João fez de si mesmo, resultando em uma ideia insuperável da grandeza de Jesus. É interessante notar que as pessoas efetivamente confessavam os seus pecados.
  • Que razão João teria discernido na vinda dos fariseus e saduceus, que apelo lhes fez e que razão lhes apresentou? Quando viu que muitos fariseus e saduceus vinham para onde ele estava batizando, disse-lhes: “Raça de víboras! Quem lhes deu a ideia de fugir da ira que se aproxima? Deem fruto que mostre o arrependimento! Não pensem que vocês podem dizer a si mesmos: ‘Abraão é nosso pai’. Pois eu lhes digo que destas pedras Deus pode fazer surgir filhos a Abraão. 10 O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada ao fogo. Fariseus e saduceus eram dois partidos religiosos que disputavam a liderança espiritual dos judeus. Os fariseus eram mais legalistas, comprometidos com as regras estabelecidas na tradição judaica. Os saduceus eram a classe sacerdotal, mais liberais e interessados no pensamento grego. João entendeu que eles buscavam o seu batismo como uma fuga da ira de Deus. Por isso ele diz que eles eram ‘raça de víboras’, como os répteis que fogem do campo quando há uma queimada. João demanda daqueles religiosos um arrependimento que se reflita em seu comportamento ou atitude (fruto) e insiste que é esse fruto e não a linhagem que os tornaria verdadeiros filhos. Então menciona o fogo pela primeira das três vezes nessa passagem. A árvore que não produz fruto será cortada e lançada no fogo, discurso idêntico ao de Jesus em João 15:6.
  • Mateus disse que João Batista anunciava a preparação para a vinda do Senhor, como ele relatou a comparação que João fez entre si e aquele a quem ele anunciava? 11 “Eu os batizo com água para arrependimento. Mas depois de mim vem alguém mais poderoso do que eu, tanto que não sou digno nem de levar as suas sandálias. Ele os batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 Ele traz a pá em sua mão e limpará sua eira, juntando seu trigo no celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga”. É interessante notar como Mateus se preparou para falar do batismo de Jesus. João explica que seu batismo está relacionado com a mudança no modo de pensar. Percebendo que ele mesmo e não Jesus deveria mudar de pensamento, recusou-se a batizá-lo, até que o Senhor lhe deu uma razão nova para ser batizado. Desatar as sandálias e guarda-las, era trabalho para o servo considerado menos qualificado na casa. Tocar os pés e os calçados de alguém continua sendo extremamente humilhante nessa cultura. Depois de promover João Batista como arauto do Reino, Mateus relata sua humilhação, o que define a grandeza de Jesus. O batismo de João era simbólico, os batismos de Jesus afetariam muito mais profundamente as pessoas. O fogo, como elemento de batismo é a segunda menção nessa passagem. Logo em seguida é mencionado pela terceira fez, na queima da palha depois de guardar o fruto. Na primeira menção, o fogo destrói as árvores infrutíferas na nova situação do Reino, na terceira, destrói a palha que foi separada do trigo. Na primeira, as árvores frutíferas são preservadas e na terceira o trigo é guardado. Na segunda menção, Jesus batiza com o Espírito Santo e com fogo, não havendo nenhuma razão no contexto para ignorar que esse batismo com o Espírito é para a edificação, enquanto o batismo com fogo está relacionado com a destruição.

[O] O Reino dos céus
O Reino dos Céus é o tema central do evangelho. Veremos que as boas novas consistem em que pessoas vagando sem direção, podem encontrar em Jesus o Rei que governará suas vidas. O texto que estudamos circula em torno dessa mensagem.

  • Motivação: a motivação é a vinda do Senhor. Ao identificar João como a primeira das três vozes profetizadas por Isaías para o consolo na restauração de Israel, a glória de Deus e o próprio Deus para o qual a voz deveria preparar o caminho passa a ser aquele a quem João anuncia, aquele para quem João não é digno de levar as sandálias. A passagem toda é orientada pela ideia da visita de um rei glorioso, grandioso, para o qual os caminhos devem ser preparados cuidadosamente.
  • Ação: a proximidade do Reino é a ação central desse texto. Como é certo nos tempos bíblicos, o Reino é o próprio rei. A chegada do rei, daquele a quem João anuncia, estabelece a proximidade do Reino dos Céus. O termo Reino, em nossos dias, bem poderia ser traduzido como governo, visto que não são propriedades, nem súditos que configuram o Reino, mas o governo: o machado está pronto para executar o juízo, o rei tem a pá e separa trigo e palha, ele tem o poder de batizar com o Espírito Santo e com fogo.
  • Reação: o arrependimento, a metanoia, é o que João Batista prega e Mateus endossa. O termo significa ‘mudança de pensamento a partir de então’. Pressupõe-se uma mudança de cenário para uma mudança no modo de pensar. João pregava sobre isso, a confissão das pessoas estava relacionada à mudança de pensamento, os religiosos são intimados a mudar. A falta de mudança traz a fuga, o machado, o fogo e o batismo de fogo.

[S] Está próximo
Reino depende do Rei, não dos súditos, do território ou das riquezas. Não somos nós que estabelecemos o Reino, é aquele para qual o caminho deve ser preparado. Então, qual é a nossa parte, o que se requer de nós? Que fruto devemos produzir para não sermos cortados, como seremos grão preservado e não palha destruída?

  • Diminuir: o modo antigo de pensar. O arrependimento é, literalmente, uma mudança de pensamento. Isso implica em deixar o modo como se pensava antes. O Reino ou governo de Deus sobre nossa vida deve nos levar a deixar ideias, conceitos e preconceitos que tínhamos. Você consegue descrever essa mudança de pensamentos, esse deixar o modo de pensar antigo em sua própria vida?
  • Aumentar: os frutos dignos de arrependimento. Uma verdadeira mudança no modo de pensar deve ser seguida de significativa mudança de comportamento. O modo como agimos em relação a relacionamentos, trabalho e posses é profundamente afetado pelo arrependimento. Você consegue descrever mudanças em seu modo de agir a partir do Reino de Deus em sua vida?
  • Dividir: a mensagem do Reino. João Batista tornou-se a voz que convocava as pessoas a receber o Reino dos Céus. Na dedicação a esse ministério, João deu tudo o que era e o que tinha. Nós também fomos chamados para ser a voz da restauração e do consolo. Você está dividindo essa mensagem? Quando foi que você falou a alguém sobre deixar-se governar por pelo Rei Jesus?
  • Multiplicar: a ideia e os benefícios de receber o Reino. Há cada vez menos esperança nesse mundo, as pessoas se sentem perdidas pois não têm quem lhes aponte para o futuro. Ensinar sobre o Reino de Deus em Cristo é uma estratégia excelente para cumprirmos a missão de Deus dada a nós. Você tem ensinado sobre o Reino de Deus a outras pessoas?

……………………..

De 6 a 20 de janeiro em Ibiúna – SP
De 2 a 5 de março em Campina Grande – PB

Um comentário em “01. Preparem o caminho”

  1. Bom, eu como pecador me dou sempre a obrigação de me arrepender e não cometer o pecado novamente. E busco sempre estar com Deus.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *